Escola de arte, Hora do recreio e Cantucci

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Cantucci

Quando estudei italiano com a Regina Gatti, lá na Aliança Cultural Italiana, ela propôs uma pesquisa sobre as regiões italianas e, com sorte, consegui a Toscana!!
Claro que já era apaixonada pela Florença, Renascimento e toda a exuberância descrita pelo meu professor de História da Arte.
E como eu adoro uma pesquisa, mergulhei num hipertexto para conhecer a geografia e a culinária regional da Toscana.
Foi assim que conheci o Cantucci ou cantuccini, um biscotti – cozido duas vezes – que por isso podem ser armazenados por um longo período de tempo e foram um importante item da alimentação das Legiões Romanas Antigas!!

Biscotti

A mistura composta exclusivamente de farinha, açúcar, ovos, e amêndoas cruas e com pele, é levemente pegajosa e cozida duas vezes: uma vez em forma de filão, e depois de cortada em forma de fatia retorna novamente ao forno.
Receitas modernas de biscotti atualmente contêm nozes, pinholes, pistaches e avelãs ou temperos como anis ou canela.

Como são muito secos, os biscoitos são tradicionalmente mergulhados numa bebida. Fora da Itália, eles costumam acompanhar o café, incluindo cappuccinos e lattes, ou chá preto.
Na Itália, eles são tipicamente servidos como sobremesa depois do jantar, com um vinho tinto da Toscana chamado Vin Santo.

O Acompanhamento

O nome, Vin Santo, porém, é carregado de histórias e teorias e prefiro ficar com esta: o nome estaria associado ao sacramento da eucaristia pois, pelo fato de ser adocicado, agradava o paladar das crianças na hora da comunhão.

O Vin Santo é na verdade um vinho de colheita tardia, ou Late Harvest, quando as uvas não são colhidas no momento pleno da maturação, como de costume em todos os vinhos. As variedades brancas, em sua maioria uvas Malvasia e Trebbiano, são deixadas na parreira várias semanas após a data ideal de colheita, o que ocasiona uma desidratação e o consequente aumento da concentração de açúcar finalizando com a maturação por pelo menos três anos em barricas. O tom âmbar, típico do vinho,  deve-se a esse processo de oxidação em barrica.

Claro que testei a receita de Cantucci no dia da apresentação da minha pesquisa acompanhado de uma garrafa do nacional Aurora Colheita Tardia.
E me orgulho muito do elogio da minha cara insegnante: Buonissimo!

Então, aqui na Chá Com Arte, tem sempre um dia da semana de Cantucci:

A Receita

Ingredientes:

1kg de farinha de trigo
800 gr de açúcar
100 gr de manteiga
08 ovos inteiros
20 gr de fermento em pó
250 gr amendoas com pele

Misturar os primeiros cinco ingredientes, à mão ou na batedeira. Acrescentar as amêndoas e misturar.

A massa fica pegajosa, então encha a mão de farinha e faça filões da massa, pincelando com ovos por cima e assando em forma enfarinhada com forno preaquecido a 165ºc por 20 min.

Corte os filões ainda quentes e asse por mais 5 min a 170ºc.

Referências:

hipertexto:    Diferente da estrutura linear, cronológica, o hipertexto se assemelha à forma como o cérebro humano processa o conhecimento: fazendo relações, acessando informações diversas, construindo ligações entre fatos, imagens, sons, enfim, produzindo uma teia de conhecimentos. O leitor passa a ter uma participação mais ativa, tornando-se um coautor do texto.

http://revistaadega.uol.com.br/artigo/desvende-o-vin-santo-e-todas-suas-historias_10648.html#ixzz5H0Tdog5G

https://panelaterapia.com/2014/03/cantucci-do-terraco-italia.html

https://www.facebook.com/regina.gati

http://www.escoladeitaliano.com.br/

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